Por João Paulo da SilvaHorrores inimagináveis como os que foram cometidos por Josef Fritzl, o “Monstro da Áustria”, estarrecem a humanidade pelo grau de barbárie e reacendem, de tempos em tempos, um medo imensurável em todos nós: o de que qualquer um ao nosso lado pode ser um psicopata. É claro que viver num clima desses só pode nos levar a uma paranóia coletiva, algo muito comum numa sociedade doente como a nossa.
É terrível, verdade seja dita. Como podemos saber se estamos diante de um psicopata? Como reconhecer alguém que pode cometer as piores insanidades sem o menor remorso, já que psicopatas não andam com placas de aviso nem rótulos no peito? Fica difícil. Quer dizer, ficava.
Recentemente, li uma entrevista com o psicólogo canadense Robert Hare, famoso por ter criado uma escala usada mundialmente para medir os graus de psicopatia de cada um. Na escala, o número máximo que a insanidade pode atingir é 40. A dificuldade de reconhecimento de um maníaco pode ser ilustrada com uma analogia.
Imagine um jogo de gato e rato. Para Hare, o psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente. Ele só pensa em comida, em satisfazer a si mesmo. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato. Com a gente é diferente. Às vezes não dá tempo de reconhecer o gato.
Mas os critérios de avaliação adotados por Hare podem ajudar a identificar um comportamento psicótico. Ele estabeleceu alguns, como extrema facilidade para mentir, grande capacidade de manipulação e mania de dizer que está sendo mal interpretado quando é pego fazendo coisas erradas.
Juro – e nem sempre faço isso – que quando li que estes seriam os indicadores de psicopatia pensei: se o psicólogo canadense estiver certo, nosso problema é bem maior do que imaginamos. Por quê? Observe o cenário político brasileiro e alagoano. Agora, responda: em que as atitudes dos políticos se diferenciam dos comportamentos indicados pelo psicólogo?
Eu sei, não é uma conclusão tranquila. Eles mentem, manipulam e ainda se dizem mal interpretados quando são pegos com a boca na botija. Estou inclinado a acreditar que nosso país e o estado de Alagoas são governados por astutos psicopatas, classificados no grau 40. Terrível, não?
Mas isso não é tudo. Pior é quando, em tempos de crise ou não, eles realizam cortes orçamentários em serviços essenciais como a saúde, por exemplo. Aí deixam de ser apenas psicopatas. E, sem remorso nenhum, se tornam verdadeiros serial killers.

4 comentários:
Ok mas o Edward Mãos-de-tesoura era um cara legal. Coitado... (risos) Acho que a nossa Magnífica Reitora Ana Deyse se encaixa no perfil tb. Virou moda dizer que não sabia de nada, sei não viu. É por essas e outras que o Brasil não vai pra frente...
So não gostei do Lula Maos de Tesoura.. Concordo com ela ai em cima. A propósito, coincidentemente, eu escrevi sobre o Edward no meu blog...
Na verdade, acho que todos os diretores de todas as instituições são psicopatas. Alguém já ouviu uma destas pessoas dizer que sabia de uma irregularidade existente na instituição a qual dirige? Sempre a culpa é o do subordinado, que não alertou...
De psicopata e de louco todo mundo tem um pouco...
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