Por João Paulo da Silva“Não sei se é verdade, mas me contaram uma...”. Normalmente, é assim que começam os relatos duvidosos. O fofoqueiro – espécie de jornalista sem critérios de apuração nem código de ética – é o responsável por essas narrativas audaciosas. Para ele, uma boa história não precisa ser necessariamente verdadeira. Precisa ser apenas atraente e, de preferência, escandalosa.
Eu tenho pena do jornalista, esse fofoqueiro com código de ética e critérios de apuração. Quantos jornalistas já deixaram de contar boas histórias só porque elas não eram totalmente verdadeiras? O fofoqueiro é que é feliz. Pode aumentar uma coisinha aqui, inventar outra acolá. Melhor: se quiser, pode até inventar tudo e ficar com a consciência tranquila. Ninguém vai punir o fofoqueiro. Mesmo porque, depois de feita a fofoca, é muito difícil provar que fulano de tal é responsável pela história. O fofoqueiro sempre nega.
Não sei se é verdade, mas outro dia também me contaram uma. No início dos anos 90, durante uma viagem aos EUA, um embaraçoso acontecimento envolveu o então presidente da República, Fernando Collor de Mello, e a primeira-dama, dona Rosane. Dizem as más línguas que ela nunca foi uma pessoa, digamos, “esperta” demais. É como falam por aí: o cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deveriam ter um. Ao que tudo indica, dona Rosane Collor não tinha. Ou, na melhor das hipóteses, se esqueceu de levar no dia da viagem.
Assim que o presidente e a primeira-dama desembarcaram no aeroporto, foram recebidos com todas as honras a que tinham direito. Inclusive, na ocasião, havia uma enorme faixa na entrada do saguão com os seguintes dizeres: Welcome, Collor! Dona Rosane, um poço de sagacidade, olhou com atenção a frase e rapidamente se deu conta do que estava escrito. Com cara de mulher que exige explicações do marido, a primeira-dama lascou pra cima do presidente:
- Mas que história é essa, Fernando?! Quem é esse tal de Wel?!
Bom, foi o que me contaram.

6 comentários:
"É como falam por aí: o cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deveriam ter um. Ao que tudo indica, dona Rosane Collor não tinha."
kkkkkkkkkkkkk
muito boa mesmo! Esse povo mata de vergonha a gente aqui de Alagoas...
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E por falar nisso rapaz, como foi de viagem? nem tive tempo de me despedir!:(
Espero que Natal reserve para você em sua vida profissional! Eu de cá, junto com toda uma galera sentirei saudades! milhões de bjus.
Ei, essa aí já foi escrita em terras potiguares?
Rapaz, duas coisas: 1- Desde quando o Collor e sua "digníssima" primeira-dama mereciam toda a pompa possível?
2- Eu conheço uma lenda urbana dessa parecida com o Maguila. Segundo fontes fidedignas, Maguila chegou nos EUA para lutar, salvo engano, com o Hollyfield e ficou muito puto da vida ao ver a faixa "Welcome, Maguila!"
As más línguas contam que ele ficou louco para saber quem era o FDP do Wel que estava espalhando que havia comido nosso folclórico ex-boxeador.
E acabei nem me despedindo de vc: toda sorte do mundo aí em Natal, mereces isso e mais um pouco.
Abração
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Muito bom!
muito engraçado
kkkkkkkkkkkk
Essa postagem não apenas nos faz zombar de Roseane como também nos leva a uma reflexão. É imprescindível - para o jornalista - checar as suas fontes. Foi pautado por essa premissa que a reportagem do jornal FOLHA DOS CAETÉS (http://www.folhadoscaetes.blogspot.com/)investigou o caso da aparição de um OVNI sobre a propriedade de João Lyra. Até mesmo testemunhas oculares foram consultadas. Dentre elas, o jogador de futebol Júnior Amorim. Vide a matéria: OVNI sobrevoa propriedade de João Lyra e é alvejado por balas.
sem graça essa, joão
-.-
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