domingo, 17 de junho de 2007

Pelos olhos murchos de uma vida seca

Um peito aberto
Aos disparos tristes
De uma vida fechada,
Cercada pelo tudo
E pelo nada.

O baque é oco
E o grito é mudo,
A alma é estilhaçada
Pelo sorriso ressentido,
Preso na voz calada.

A fome sussurrada
Sempre acompanhou o choro,
Vida e morte de mãos dadas,
Quase num coro.

É crepúsculo
No corpo do menino triste,
Do menino bom,
Forte é aquele que resiste.

Foram mãos duras
Que teceram teus sonhos,
Pelos olhos murchos de uma vida seca.

2 comentários:

Natália disse...

Hummm, muito bom, mas me lembrou Vidas Secas do Graciliano Ramos, será acaso? kkkk. Bom, a verdade eh que o cenário de tão seco chegou a me dar sede.

carol disse...

Estão lindas as tuas crônicas,espero que continuem as mesmas assim.

obs: se tiver erros de português não ligue para os mesmos.

beijos!