segunda-feira, 2 de julho de 2007

Meia-noite


A pobreza é enforcada com barbante,
Dos lábios de alguém vazam palavras ultrajantes,
Mutilando o futuro logo adiante,
Nos transformando numa legião de mutantes.

A realidade é um baile à fantasia,
Foi mascarada e obrigada a esconder a própria face.
A vida é ironizada ao olhar-se no espelho,
Repugnante e revoltante é o disfarce,

A chuva cai em gotas de aço,
Banha os monstros noturnos
E traz o frio que corta.
Há o medo com medo
Atrás da porta.

Às vezes o sol sobressai
Por cima dos muros.
Mas hoje a vida amanheceu estranha,
Com uma vontade imensa de mentir pra mim.

3 comentários:

Lari disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lari disse...

quais são as mentiras nas quais vc gostaria de acreditar?

aline disse...

prof realmente esse ACM num era um exemplo de politico...kkk