Talvez algumas pessoas ainda não tenham se dado conta, mas existe uma guerra sendo travada todos os dias na grande rede de computadores. Naturalmente, você já ouviu falar que hackers são aqueles sujeitos que invadem computadores, sistemas de segurança e causam prejuízos gigantescos para uma série de circuitos no ciberespaço. Gente que rouba senhas, altera contas de bancos e ganha fortunas com a desgraça dos outros.segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Uma guerra silenciosa
Talvez algumas pessoas ainda não tenham se dado conta, mas existe uma guerra sendo travada todos os dias na grande rede de computadores. Naturalmente, você já ouviu falar que hackers são aqueles sujeitos que invadem computadores, sistemas de segurança e causam prejuízos gigantescos para uma série de circuitos no ciberespaço. Gente que rouba senhas, altera contas de bancos e ganha fortunas com a desgraça dos outros.domingo, 16 de agosto de 2009
A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho
Machista declarado, talvez até incorrigível, o Gilmar é o tipo de sujeito que não perde a chance de soltar uma piadinha infame. Pode perder tudo. Os amigos, a namorada, a vergonha na cara, o respeito. Só não perde a piada. Por pior que seja. E parece que a situação ficou ainda mais absurda depois que o Gilmar descobriu um livro que conta as autênticas origens dos contos de fadas. Falando, assim, ninguém acredita. Mas, segundo o Gilmar, as histórias da carochinha são, na verdade, tramas fantásticas que envolvem traição, sexo e violência. Na semana passada, para minha surpresa, recebi por e-mail um texto no qual o Gilmar “revela” a verdadeira e cabeludíssima história de Chapeuzinho Vermelho. Se você tem menos de 18 anos, desligue o computador, tome seu leitinho e vá dormir. Abaixo transcrevo o texto na íntegra. Mas cuidado! O Gilmar não tem escrúpulos.
- Chapeuzinho, por que não vai levar uns docinhos para a vovozinha?
- Outra vez, mamãe?! Não faz nem dois dias que eu fui lá.
- Ora essa, menina! Vai me desobedecer? E depois não custa nada você ir novamente.
- Tá, tudo bem. Eu vou. Mas não sei qual o motivo de querer que eu a visite tantas vezes.
- Não é nada demais. – disse a mãe, ainda mais nervosa – E não demore nem mais um minuto aqui. Vá indo, vá!
- E não se esqueça! Vá pelo bosque. É o caminho mais longo, mas é o mais seguro. Se for pela floresta, você pode ser apanhada pelo Lobo Mau.
Agora você deve estar imaginando que a mãe de Chapeuzinho estava preocupada com a segurança da filha, não é? Errado de novo. Ela queria mesmo é que a filha demorasse bastante para voltar. Só assim teria tempo de sobra para aproveitar com o amante.
- Para onde vai garotinha? – quis saber o Lobo.
- Vou levar uns docinhos para minha vovozinha, Seu Lobo. – respondeu Chapeuzinho com um dedo na boca e uma voz dengosa.
Bom, essa parte da história você conhece. O Lobo arquiteta um plano, chega primeiro na casa da vovozinha, come a velha e espera Chapeuzinho na cama, já fantasiado. Batem na porta. Toc, toc. Vem a voz de dentro da casa:
- Quem é?
- Sou eu, vovó. Sua netinha.
- Entre.
Já diante do Lobo, Chapeuzinho fala:
- Te trouxe uns docinhos.
- Tire a roupa! – diz o Lobo.
- Como?
- Isso mesmo! Não perca tempo, tire logo a roupa!
- Mas e as preliminares?
- Sem essa de preliminares, o caçador vem aí. Vamos!
- Assim eu não quero.
- Você não tem o que querer. Vamos logo!
- Nossa! Que boca grande!
- É pra te comer!
- Vem, Malvadão.
E Chapeuzinho foi comida.
Fim.”
Assim que terminei de ler o texto, fiquei chocado. Imediatamente, enviei uma resposta ao Gilmar, dizendo que achava tudo aquilo um tremendo absurdo. Ele estava destruindo a singeleza de uma das mais belas histórias da literatura universal, além – é claro – de estar assumindo uma postura machista.
No dia seguinte, o Gilmar me responde o e-mail:
“Sei que você deve estar assustado e incrédulo com tudo isso, mas é a mais pura verdade. Quer dizer, a mais suja verdade. Não acredita em mim, não é? Pensa que tudo não passa da imaginação fértil de um pervertido qualquer, não é? Está enganado! Se não acredita, então me diga por que é que Branca de Neve tinha que se perder justamente numa floresta e encontrar logo a casa de sete anões? Por que não sete anãs? Hein?! Hein?! Responda!!!”.
É fato. O Gilmar não tem escrúpulos. E depois dessa também não tem mais jeito.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
O Rei, o Príncipe e o Bobo
Por João Paulo da SilvaEm 2000, após uma vitória do Vasco, Romário soltou uma de suas frases antológicas, referindo-se a Eurico Miranda, a ele próprio e ao desafeto Edmundo. “Agora a corte está completa. O rei, o príncipe e o bobo”. No Brasil também existe uma corte sendo montada, na qual Lula é o rei e Sarney é o príncipe. E, neste momento, os dois estão prestes a escolher o bobo.
domingo, 2 de agosto de 2009
O imortal?
Neste momento, o mistério brasileiro ocupa o cargo de vice-presidente desta jovem república das bananas. Os muito compassivos que me perdoem, mas por que cargas d’água José Alencar não morre?! Por favor, compreendam, não estou aqui desejando a morte do vice-presidente (pelo menos não diretamente), mas gostaria de entender o que mantém vivo um homem que há anos anda com o pé na cova.
Teria ele feito um pacto com algum tipo de força oculta? Ou, quem sabe, descoberto um poderosíssimo emplastro para as moléstias humanas?! Estaria certa a máxima popular que diz que vaso ruim não quebra? Ou, ainda mais espantoso, seria ele um Highlander?! Bom, seja como for, é impressionante. Em 12 anos de tratamentos contra o câncer, José Alencar já passou por 15 cirurgias difíceis, retirou dúzias de tumores, e nada. Nada de matar o câncer e nada de morrer.
Antes de se tornar vice-presidente no governo do PT – uma das maiores provas de que Lula não governa para os trabalhadores – Alencar foi senador, um daqueles que costumam embrulhar o estômago da gente. Acusava o MST de cometer crimes e declarava que “a homossexualidade é uma forma de violência contra a natureza humana”. Resumindo: José Alencar é a representação mais fiel de nossa burguesia reacionária.
Toda essa sua resistência ao destino irremediável dos homens deve ter uma explicação lógica, suponho. Entretanto, eu tenho um palpite. O vice-presidente não é só um homem, nem apenas um representante dos exploradores do povo. Alencar é, também, uma metáfora sócio-política, uma alegoria para a luta de classes no Brasil.
A Velhinha de Taubaté, personagem criado pelo escritor Luís Fernando Veríssimo, era a representação do último fio de confiança do povo nos governos. Caso ela deixasse de acreditar, o “caos” se instalaria e, provavelmente, a vaca dos governantes iria para o brejo. Tenho a impressão de que algo semelhante acontece com a saúde de José Alencar.
A morte do empresário soaria como as trombetas do apocalipse para a burguesia brasileira, seria uma espécie de aviso sobre a inevitável hecatombe do capitalismo. José Alencar é um símbolo da classe dominante, e os símbolos não podem morrer. Deve ser por isso que a grande mídia e o empresariado torcem tanto para que o vice-presidente sempre se recupere.
Bom, mas eu não tenho certeza disso. Por enquanto é só um palpite. A verdade é que o mistério ainda persiste.